Projeto “Nascida do Barro” inicia processo criativo com intercâmbio artístico no Rio de Janeiro

Performance que une arte cênica e cerâmica artesanal reúne artistas de diferentes estados e já está em fase de desenvolvimento

Da Assessoria

O projeto artístico “Nascida do Barro” já começou a ser executado e reúne artistas de diferentes estados brasileiros em um processo criativo que une performance cênica, cerâmica artesanal e reflexões sobre ancestralidade. A proposta tem como eixo central a relação entre corpo, matéria e memória, tendo o barro como elemento simbólico e poético da criação.

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Em cena, a atriz Juliane Coelho constrói uma narrativa visual moldando o barro ao vivo, dando forma a rostos, mãos e outros elementos que evocam memórias e conexões com os antepassados. A obra propõe uma experiência sensorial que aproxima o público das tradições ligadas à terra e à criação artística.

A artesã Sônia Chagas, artista do estado de Goiás, integra o projeto produzindo peças de cerâmica que compõem a ambientação da performance e dialogam com a narrativa cênica. A coreografia é assinada pelo coreógrafo Thales Ferreira, artista do Rio de Janeiro.

O projeto foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 17/2024 – MT Criativo, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT). A equipe também conta com preparação corporal de Yandra Firmo, produção, dramaturgia e texto de João do Couto, além da gestão de comunicação e redes sociais realizada pela social media Rafaella Borges.

Neste momento, parte do processo criativo acontece na cidade do Rio de Janeiro, onde Juliane Coelho e o coreógrafo Thales Ferreira realizam uma semana intensiva de preparação e ensaios coreográficos no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, localizado no bairro da Tijuca e mantido pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

Durante a estadia na capital fluminense, os artistas também desenvolvem atividades e encontros artísticos no Teatro Dulcina, espaço cultural administrado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), na região da Cinelândia, no centro da cidade.

Segundo Juliane Coelho, o projeto parte da ideia de que o barro carrega uma simbologia profunda ligada à origem e à criação.

“A expressão ‘nascida do barro’ remete a algo que surge da matéria mais essencial, conectando identidade, memória e pertencimento. A performance busca traduzir essa relação entre arte, ancestralidade e natureza”, afirma.

A estreia da performance, em Barra do Garças, ainda terá data e local divulgados. Até lá, o grupo segue desenvolvendo o processo de criação por meio de pesquisas, ensaios e intercâmbios artísticos que ampliam o diálogo entre diferentes territórios culturais do país.

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