Confira a programação! Festival de Teatro Luiz Carlos Ribeiro 2026 reúne espetáculos de diferentes regiões do país em Cuiabá

Programação ainda ocorre entre os dias 21 e 23 de agosto, com apresentações teatrais, performances, dança, música e manifestações da cultura popular

Da Redação

O Festival de Teatro Luiz Carlos Ribeiro 2026 reúne, entre os dias 21 e 23 de agosto, uma programação diversificada de artes cênicas em Cuiabá. O evento contará com espetáculos, performances, dança, música e teatro produzidos por artistas e grupos de Mato Grosso e de outros estados brasileiros, ocupando diferentes espaços ao longo dos três dias.

A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados uma hora antes de cada apresentação na bilheteria do Cine Teatro.

O festival homenageia Luiz Carlos Ribeiro, importante nome do teatro mato-grossense, que atuou como advogado, ator, diretor, arte-educador, videasta e escritor. Na década de 1970, ele participou da reorganização do movimento teatral em Mato Grosso e no Brasil, sendo um dos fundadores da Federação Mato-grossense de Teatro e da Confederação Nacional de Teatro.

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Também atuou na montagem “Arena Conta Zumbi”, coordenou circuitos estudantis de teatro pelo interior do estado e militou pela democracia durante a ditadura militar, deixando uma importante contribuição para a cultura e o teatro mato-grossense.

A programação noturna desta sexta-feira (21) começa às 18h30, com a performance musical “A Mala de Fugir”, apresentada por Glaucos Luis e João Marimon, no foyer. Na sequência, às 18h50, o público poderá assistir a “Luto”, da Najmah Dance Company & Roça de Sal – Viveiro Cultural, de Chapada dos Guimarães. A obra transforma o luto em um rito de passagem entre mundos, explorando a relação entre corpo, ancestralidade e o Cerrado.

Às 19h30, o palco recebe “Homens não prestam e outras verdades”, solo de stand-up de André D’Lucca, de São Paulo, que utiliza observações do cotidiano e questões de identidade como matéria-prima para o humor. A programação segue com a performance “7 Mônicas”, de Mônica Seven, às 20h20, no foyer.

Às 20h30, o Coletivo Gestação e Patologia Cênica, de Rondonópolis, apresenta “Poesia é substantivo Feminino”, história marcada pela relação entre Sônia e Dona Olga e atravessada por conflitos, afeto e descobertas. Encerrando a noite, às 21h10, a Rococó Produções Artísticas e Culturais, de Porto Alegre (RS), apresenta “De La Mancha: O Cavaleiro Trapalhão”, releitura bem-humorada da história de Dom Alonso Quijano, personagem que se tornou conhecido como Dom Quixote.

Teatro indígena, cultura popular e produções mato-grossenses

No sábado (22), a programação começa às 10h, com “Urutau Ho’are”, do Grupo de Teatro Indígena Xavante da Terra Indígena de São Marcos, de Barra do Garças. Concebido pelo povo Xavante (A’uwé Uptabi), o espetáculo apresenta uma experiência teatral construída a partir de sua cultura e de seus saberes.

Às 11h, o Instituto dos Cegos de Mato Grosso apresenta “Vidas Encarceradas”, no espaço Anderson Flores. A montagem aborda os desdobramentos da violência sexual intrafamiliar contra adolescentes e mulheres, tratando de temas como abuso, negligência e silêncio.

A programação da tarde começa às 13h30 com “Criando Asas”, do Teatro Experimental de Alta Floresta. A fábula acompanha a formiga Zelda em uma jornada de perseverança e busca por seus desejos, questionando um mundo limitado e conservador.

Às 14h10, o público poderá conferir “Somemovimento”, de ManoRaul, no foyer. Em seguida, às 14h30, a MT Escola de Teatro apresenta “Bastidores”, que acompanha dois atores momentos antes de entrarem em cena enquanto o barulho de uma construção interfere constantemente no ambiente teatral.

Às 15h, a Cia Revelação de Teatro apresenta “O Pouso dos Viajantes”, montagem voltada para toda a família que reúne histórias, causos e músicas. Na sequência, às 15h40, o grupo Anjos de Lata apresenta “Batuca comigo”.

Às 15h50, o Grupo Faces Jovem, de Primavera do Leste, leva ao palco “Azul da Cor do Céu”, história em que um garoto precisa lidar com as consequências de uma mentira após atingir um passarinho com um estilingue.

A partir das 17h, o Teatro Plenilúnio apresenta “O Pé do Menino”, espetáculo sobre um garoto que busca conhecimento de uma maneira diferente da tradicional. Às 18h, a Cia VostraZ de Teatro, de Várzea Grande, apresenta “Conversas de Botas e Batidas”, criação poética e musical que celebra a cultura popular brasileira e, especialmente, as manifestações tradicionais de Mato Grosso.

A noite segue às 19h com “Um Conto de Amor Nordestino”, do Teatro De Encantaria, seguido pela performance “NÃO”, de Luciene Carvalho, às 19h50.

Às 20h, o grupo Cena do Drama/UNEMAT, de Cáceres, apresenta “Chão d’água (Onde a terra afunda e a poesia nasce)”, montagem que percorre histórias, memórias e aspectos da identidade de uma pequena cidade do Centro-Oeste brasileiro.

Às 20h50, o Grupo Saranzal de Teatro apresenta “Dona, Saranzal na Pele doí”, montagem construída a partir de poemas de Luciene Carvalho. Fechando a programação do sábado, às 21h30, Wagton Douglas apresenta “Maria Taquara em Foco”, performance que propõe uma reflexão sobre mulheres invisibilizadas pela pobreza, pelo preconceito, pela discriminação e pelo isolamento social.

Último dia reúne teatro, dança, poesia e música

No domingo (23), as atividades começam às 15h30, no foyer, com “Dançando na Toada do Siriri”, do grupo Flor de Atalaia. Às 15h50, Vinicius Brasilino apresenta “O Navio Negreiro”.

Às 16h, o Grupo Tibanaré apresenta “Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros”, no palco. O espetáculo acompanha dois pássaros de espécies diferentes que, depois de longos voos solitários, têm seus caminhos cruzados pelo destino.

A programação segue às 16h50 com “Siriri Elétrico”, do Grupo Siriri Elétrico, no foyer. Às 17h, a MT Escola de Teatro apresenta “A Tempestade – uma desmontagem”, releitura da obra de William Shakespeare que coloca em evidência questões relacionadas à ancestralidade, à força das mulheres e à resistência diante dos códigos impostos pela sociedade.

Às 18h, a Companhia Teatro Adulto, de Belo Horizonte (MG), apresenta “Homem-Bomba”, espetáculo livremente inspirado em O Médico e o Monstro e ambientado em um contexto marcado pela brutalidade.

Às 18h50, “Rabecaju”, de O Caju, ocupa o foyer. Depois, às 19h, a Trup Errante, de Petrolina (PE), apresenta “Drummond – Confabulações Sertanejas”, espetáculo em que o encontro com uma antiga edição de A Rosa do Povo desperta no personagem memórias relacionadas à professora que lhe apresentou a obra de Carlos Drummond de Andrade.

Encerrando a programação de espetáculos, às 20h, “Camisa de Força”, de Eloá Pimenta e Nathan Diantoni, leva ao palco uma experiência cênica que tensiona os limites entre sanidade, repressão e liberdade.O encerramento do festival ocorre às 21h, na Praça da Mandioca, com o After Domingo à Noite, com participação de Paulo Monarco.

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