Uma noite memorável com Candinho, Divino Arbués e Eudes em Ensaio Aberto

Evento ocorreu na noite da quinta (13) na Academia de Letras, Arte e Cultura do Centro-Oeste, em Barra do Garças, como parte do projeto FORMACULTURA

Por Bruna Ribeiro, do HUB Mutirum de Comunicação

O Ensaio Aberto do revivido grupo Araguaia, com Candinho, Divino Arbués e Eudes, foi um reencontro de trajetórias, um abraço entre o passado e o presente, e, acima de tudo, um resgate essencial para a identidade cultural de Barra do Garças.

“Pela Cultura e pela Natureza do Araguaia”, o evento ocorreu na noite da última quinta-feira (13.03), na Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro-Oeste, como parte do projeto FORMACULTURA, uma iniciativa do Consórcio Intermunicipal do Portal do Araguaia, com execução do Mutirum Instituto da Cultura em parceria com as prefeituras de Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Araguaiana, e realização do Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Candinho, Divino Arbués e Eudes são lendas vivas da nossa música popular regional Para quem os acompanha com olhos atentos e coração aberto, são a prova de que tradição e inovação podem andar juntas. No Ensaio Aberto, essa constatação está nos vídeos com depoimentos que a equipe do HUB Mutirum de Comunicação coletou – confira no final desta matéria.

Foram conversas com fãs, amigos de infância deles e jovens que puderam sentir a força da ancestralidade no espaço. Ontem, nas primeiras notas eles fizeram lembrar a todos nós de onde viemos.  

A sonoridade do Araguaia sempre teve algo de mágico. É um som que carrega a poeira das estradas, o vento do Cerrado, o ritmo dos festejos e a cadência das águas do rio. E ver esse grupo se reunindo novamente, com toda a maturidade artística que o tempo trouxe, mas sem perder a essência, é algo que emociona, dá orgulho de ter nascido aqui e poder estar junto.

No palco, eles não estavam apenas tocando música: estavam recontando histórias, revivendo memórias e criando um novo capítulo para a cultura de Barra do Garças.  

E o que mais me impressiona é como isso é inovador dentro do movimento da música popular regional do Brasil. Em um momento em que os ritmos urbanos e digitais tomam conta das plataformas, o Grupo Araguaia Candinho, Divino Arbués e Eudes vêm com uma proposta que não é saudosista, mas sim revolucionária. 

Eles mostram que é possível resgatar e modernizar as raízes sem perder a autenticidade. É um sopro de renovação para um gênero que, muitas vezes, é deixado à margem das grandes produções.  

Para Barra do Garças, essa retomada tem um peso simbólico enorme. A cidade sempre foi um ponto de encontro entre culturas, um território de trocas entre indígenas, ribeirinhos, sertanejos e artistas. O grupo ressurge agora como um farol, reafirmando que nossa identidade cultural é forte, rica e merece ser celebrada.  

Todos saímos do Ensaio Aberto com a sensação de que presenciamos o começo de algo muito maior. Um movimento, um despertar, uma nova era para a música regional. 

Se a música tem o poder de conectar tempos e afetos, no Ensaio ela fez isso da forma mais linda possível.

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