Terceira edição do evento reúne exposição, audiovisual, debates e oficinas gratuitas na Casa da Cultura da América Latina da UnB até setembro.
Da Redação, com Assessoria
A 3ª Mostra Etnomídia Indígena começou nesta quinta-feira (20), em Brasília, com forte participação de artistas, comunicadores e realizadores indígenas de Mato Grosso. A abertura ocorre às 19h, na Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília (CAL/UnB), onde o evento permanece até 30 de setembro.
Com o tema “Festival de Impressos Indígenas”, a mostra adota o formato de feira-festival e reúne exposição, debates e atividades formativas gratuitas voltadas à produção artística, intelectual e audiovisual indígena. A programação também busca fortalecer a circulação dessas produções e estimular a economia criativa e solidária.
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Além da exposição, a programação inclui oficinas voltadas a artistas, escritores e demais interessados na produção e comercialização de obras indígenas. A proposta é contribuir para o fortalecimento e a sustentabilidade do mercado de arte e literatura indígena.
A primeira atividade formativa ocorre nesta sexta-feira (21), das 14h às 17h, com a oficina “Comunicação para Vendas e Posicionamento de Produtos Indígenas”. No dia 25 de agosto, serão realizadas outras duas atividades: “Precificação de Obras Indígenas”, das 14h às 16h, e “Mercado para Obras Literárias e Artes Indígenas”.
A programação segue ao longo das próximas semanas com atividades voltadas ao público e aos criadores interessados.

Mato Grosso em destaque
A participação mato-grossense está presente na própria concepção da mostra. A coordenação geral é da comunicadora e curadora Naine Terena, natural de Mato Grosso.
A expografia, batizada de Pa Muga, foi desenvolvida pelo artista Libério Uiagumeareu, do povo Boe Bororo, em parceria com Naine Terena e Gustavo Caboco. O projeto foi pensado a partir da organização social, geográfica e cosmológica de uma aldeia Boe Bororo, fazendo do espaço expositivo uma representação da territorialidade e dos modos de organização indígenas.
O audiovisual também ocupa espaço de destaque com o Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, formado por jovens realizadores indígenas de Mato Grosso. O grupo utiliza o cinema para abordar questões relacionadas à memória, à defesa dos territórios e à preservação de conhecimentos tradicionais, combinando ancestralidade e ferramentas contemporâneas.
A mostra reúne ainda produções de outras regiões do país, como as telas e esculturas de caráter político do artista Isaías Miliano, dos povos Macuxi e Patamona; o painel coletivo Jegua Marangatu, dos artistas Guarani Miguela Moura e Edson Benites; obras do Coletivo REMBYAPÓ, do Espírito Santo; e publicações da Livraria Maracá.
