Mostra “Contra o Mundo Pronto” reúne produções de oito estados e do Distrito Federal e pode ser assistida gratuitamente até 5 de outubro
Da Redação
A Itaú Cultural Play integra a programação da 4ª edição do CINE RO – Festival de Cinema de Rondônia com a mostra “Contra o Mundo Pronto”, que reúne 14 curtas-metragens produzidos em diferentes regiões do Brasil. Os filmes estão disponíveis gratuitamente na plataforma até 5 de outubro.
A seleção reúne produções de Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal. Os filmes transitam por gêneros como documentário, ficção, animação e experimentação e abordam temas como memória, ancestralidade, afeto, desigualdade, identidade e sonhos.
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A proposta da mostra parte da ideia de que cada pessoa nasce em um mundo marcado por regras e expectativas. A partir das histórias apresentadas nos filmes, a programação acompanha crianças, trabalhadores, comunidades e famílias que buscam outras formas de existir e se relacionar com o mundo.
Além da exibição dos filmes na plataforma, o CINE RO também concede o Prêmio Itaú Cultural Play a um curta-metragem da Mostra Rondônia, formada por produções realizadas no estado.

Filmes de Rondônia
Entre os títulos selecionados está “Kika Não Foi Convidada”, de Juraci Júnior, que parte de uma experiência vivida pelo diretor na infância para contar a história de uma menina que é excluída de uma festa de aniversário. Ambientado em uma comunidade periférica da Amazônia, o filme aborda amizade, empatia e acolhimento.
“Poronga”, de Rafael Rogante, acompanha dois seringueiros diante do isolamento e das dificuldades enfrentadas na floresta. O curta aborda sobrevivência, relações humanas e marcas deixadas pelo ciclo da borracha na região Norte.
Já “A Ascensão da Cigarra”, de Ana Clara Ribeiro, utiliza o ciclo de vida das cigarras como metáfora para a existência, a criação artística e a persistência. A produção combina ficção, falso documentário, imagens de arquivo e animação para acompanhar uma jovem que trabalha escrevendo textos para funerárias enquanto enfrenta memórias.
Em “BEIRA”, de Marcela Bonfim, uma mulher negra e lésbica retorna a Porto Velho para cuidar da antiga casa da avó, que era parteira e benzedeira da comunidade. A partir desse retorno, o filme aborda pertencimento, resistência, identidade e memórias familiares.
A seleção rondoniense também conta com “Rios de memórias”, de direção coletiva. O documentário acompanha estudantes de cinema que investigam as memórias do Rio Cayarí, também conhecido como Rio Madeira, em Porto Velho.

Curtas de diferentes regiões do Brasil
A mostra também reúne produções de outros estados. Do Rio de Janeiro, “Esperança”, de Amora Moreira e Marcelo Pereira, acompanha uma menina negra de 12 anos que sonha em se tornar jogadora de futebol profissional. Diante das dificuldades encontradas no esporte e da resistência em casa, ela encontra força na história da própria avó.
De Pernambuco, “A noite da lua de sangue”, de Bruno Henrique Barros, aposta na animação de terror para contar a história de um homem e seu cão, que buscam vingança contra uma criatura responsável pela morte de sua família.
“Dois Passos”, da diretora goiana Joyci Viegas, acompanha uma menina de 12 anos durante o trajeto entre a escola e sua casa. O caminho cotidiano revela perigos que passam despercebidos pelos adultos.
Representando Mato Grosso, “Caracóis”, de Bia Lobo, aborda identidade, representatividade e aceitação capilar a partir da história de uma adolescente que rejeita os próprios cachos até conhecer um menino negro que exibe os cabelos com orgulho.
O Pará está representado por “Crescente”, de Maurício Moraes, que acompanha o reencontro de dois homens 20 anos depois de uma separação. Filmado na Região Metropolitana de Belém, o curta articula memórias, silêncios, afetos e o território amazônico.
Do Distrito Federal, “Hacker Leonilia”, de Gustavo Fontele Dourado, apresenta uma hacker idosa e bordadeira que precisa usar suas habilidades para escapar de uma realidade virtual. A história foi inspirada na avó do diretor e posteriormente deu origem ao roteiro de um longa-metragem desenvolvido com apoio do Rumos Itaú Cultural.
A seleção também inclui o documentário paulista “CATADORES”, de Paula Vasone, que acompanha dois trabalhadores da reciclagem na periferia de São Paulo e a filha do casal. O filme aborda trabalho, família, meio ambiente e esperança.

Do Rio Grande do Norte, “Nosso tempero” foi produzido por alunos e alunas da Escola Municipal João Victor, em parceria com a Equipe Animazul. A animação acompanha uma menina que afirma não gostar de caju em uma comunidade marcada pela presença do fruto e utiliza a situação para tratar de pertencimento e identidade local.
Por fim, “A nave que nunca pousa”, de Ellen Morais, da Paraíba, acompanha o surgimento de uma misteriosa nave sobre uma comunidade quilombola do sertão paraibano. A produção combina ficção científica e linguagem documental para abordar os impactos físicos, psicológicos e sociais provocados pelo fenômeno.
Como assistir
A mostra “Contra o Mundo Pronto” está disponível gratuitamente na Itaú Cultural Play até 5 de outubro.
A plataforma pode ser acessada pelo site da Itaú Cultural Play, além de smart TVs Samsung, LG, Android TV e Apple TV, aplicativos para dispositivos Android e iOS e Chromecast. Parte do catálogo também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.
