Mulheres Fortes: segunda edição do projeto oferece oficinas gratuitas de capoeira no Riacho Fundo I

Além das aulas, encontros formativos, vivências práticas, lives e a formatura das alunas fazem parte do programação que acontece entre abril e julho de 2026 

Entre abril e julho de 2026, o Distrito Federal recebe mais uma edição do projeto Mulheres Fortes, iniciativa que transforma a capoeira em ferramenta de formação, acolhimento e fortalecimento coletivo. Com atividades na Associação Cultural Arena Lutas, no Riacho Fundo I, a programação reúne diferentes frentes e oferece atividades gratuitas que articulam cultura popular, saúde e cidadania.

Acesse o grupo do WhatsApp do Mutirum e fique por dentro das notícias culturais!   

Criado a partir de uma experiência pessoal de luto e reconstrução, o projeto nasce do desejo de criar redes de apoio entre mulheres. “O Mulheres Fortes surgiu de uma dor muito grande, mas virou um caminho para ajudar outras mulheres a atravessarem momentos difíceis. Ser uma mulher forte, para mim, é não perder a alegria de viver e conseguir compartilhar essa força com outras”, afirma Elisete Pereira, idealizadora e coordenadora da iniciativa.

Ao longo de quatro meses, o projeto propõe uma jornada que conecta corpo, território e escuta, ampliando o papel da capoeira para além da prática esportiva, unindo oficinas, rodas de conversas, lives e o batizado, encerrando o ciclo de atividades. 

Apesar de ser uma iniciativa com foco nas mulheres, toda a comunidade pode participar. As pessoas interessadas devem fazer a inscrição através do link disponível na página oficial do projeto: @mulheresf . 

Mulheres Fortes é realizado pelo Arenas Lutas com apoio do Bando Matilha Capoeira e  financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Oficina de Capoeira

As oficinas de capoeira acontecem de abril a julho, sempre às segundas e quartas-feiras, às 20h, abertas a todas as idades e níveis de experiência. Mais do que técnica, as aulas se consolidam como espaço de fortalecimento físico e emocional.

Com mais de 20 anos de trajetória, a professora Kekel destaca o impacto da prática na vida das participantes. “A mulher forte é aquela que não desiste, mesmo quando as coisas ficam difíceis. A capoeira ensina isso o tempo todo: cair, levantar e seguir. E, para muitas mulheres, esse espaço também é sobre se reconhecer, cuidar da própria saúde e encontrar força nas pequenas conquistas do dia a dia”, afirma.

A experiência de quem já participou da edição anterior do Mulheres Fortes também revela a dimensão afetiva das atividades, especialmente entre as alunas que encontram na capoeira um espaço de expressão e pertencimento.

“Eu moro no Riacho Fundo e participei do Mulheres Fortes na última edição. Eu gosto muito do projeto, porque aqui eu posso cantar, dançar e jogar capoeira. O que eu mais gosto é a hora de jogar, é o melhor momento pra mim. Também aprendi maculelê e puxada de rede, e isso foi muito especial”, conta a aluna Guerreira Lara, que garante que fará parte da segunda edição. 

Diálogos de Paz

Os Diálogos de Paz acontecem entre abril e junho, com encontros temáticos que promovem reflexões sobre igualdade de gênero, autocuidado e enfrentamento à violência.

A programação inclui:

  • 18 de abril – Corpo, História e Luta: A Capoeira e a Consciência Racial
  • 25 de abril – Força Feminina: autocuidado
  • 16 de maio – Capoeira como Ferramenta de Autodefesa Feminina
  • 30 de maio – Capoeira e Maternidade: Força que se Multiplica
  • 13 de junho – Mulheres em Movimento: Empreendedorismo e Autonomia
  • 27 de junho – Ginga e Proteção: Enfrentando a Violência contra a Mulher

No primeiro encontro, a Monitora Neblina propõe uma leitura da capoeira a partir da história e das questões raciais. “A capoeira nasce de um processo de apagamento de identidades, mas também de resistência. Hoje, ela segue como espaço de ascensão e de construção de consciência, inclusive para as mulheres, que ainda enfrentam desafios para ocupar esses lugares”, destaca.

Vivências com Mestras

A programação também abre espaço para encontros com importantes referências da capoeira no cenário nacional, fortalecendo a troca de saberes entre diferentes territórios e gerações. Nos dias 10 e 11 de julho, o Mulheres Fortes recebe a Mestra Lilu, da Bahia, reconhecida por sua atuação como capoeirista, pesquisadora e educadora, com trajetória dedicada à valorização da capoeira, especialmente na perspectiva feminina.

Na semana seguinte, nos dias 17 e 18 de julho, é a vez da Mestra Arara, do Rio de Janeiro, fundadora de grupo criado em 1996 e referência na formação de praticantes e na difusão da capoeira como ferramenta educacional.

Lives Temáticas

As lives acontecem em julho, no perfil do projeto, ampliando o acesso às discussões e saberes da cultura popular:

  • 15 de julho – Coco de zambê
  • 20 de julho – Maculelê
  • 22 de julho – Samba de roda

As transmissões conectam o público a manifestações tradicionais da capoeira e fortalecem a circulação desses conhecimentos para além do território físico do projeto.

Batizado Arena Capoeira

O encerramento do ciclo acontece nos dias 24 e 25 de julho, das 16h às 22h, com o Batizado Arena Capoeira, um dos momentos mais simbólicos da prática, marcando a entrada de novos integrantes e a graduação de praticantes.

Durante o evento, também será realizada a distribuição de cestas básicas para mulheres que são arrimo de família, reforçando o compromisso do projeto com a solidariedade e o cuidado coletivo.

Serviço

Mulheres Fortes 2026 – Ciclos Culturais e Populares
Período: abril a julho de 2026
Local: Associação Cultural Arena Lutas – Riacho Fundo I

Oficinas de capoeira
Dias: segundas e quartas
Horário: 20h
Inscrições: https://forms.gle/dvPPT1fwQLt6FUVW9

Da Assessoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Precisa de ajuda?