Representante do Ministério da Cultura participou de debates internacionais sobre políticas públicas, cultura e educação durante encontro ibero-americano em Bogotá
Da Redação
O Brasil destacou a educação artística e cultural como um direito fundamental e instrumento de transformação social durante o Congresso Ibero-Americano de Educação Artística e Cultural, realizado em Bogotá, na Colômbia. Representando o Ministério da Cultura (MinC), o diretor de Educação e Formação Artística da Secretaria de Formação, Livro e Leitura (Sefli), Rafael Maximiniano, participou de dois painéis voltados à articulação entre cultura, educação e políticas públicas construídas a partir dos territórios.
Os debates ocorreram nesta quarta-feira (13) e reuniram representantes de países ibero-americanos, gestores públicos, especialistas e agentes culturais para compartilhar experiências e estratégias voltadas ao fortalecimento da educação artística e cultural.
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Durante o painel “Educação artística em diálogo ibero-americano”, Rafael Maximiniano apresentou a trajetória brasileira na área e destacou o processo de reconstrução institucional do Ministério da Cultura desde 2023. Segundo ele, a cultura deve ser compreendida como parte essencial da cidadania e da dignidade humana. “A cultura como direito, a cultura como condição para o exercício da cidadania, é uma dimensão inseparável da dignidade humana”, afirmou.
O representante brasileiro também ressaltou ações recentes do Governo Federal, como o programa Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral, a Rede Nacional de Escolas Livres e políticas de valorização de mestres e mestras das culturas populares e tradicionais.
Segundo Rafael, o fortalecimento das políticas públicas na área depende da integração permanente entre cultura e educação, além da valorização dos saberes locais. “Educação artística não é transferência de conteúdo, mas construção dialógica de saberes diversos”, pontuou.
O encontro também contou com representantes da Colômbia, Portugal, Andorra e México. O vice-ministro das Artes e da Economia Cultural e Criativa da Colômbia, Fabián Sánchez Molina, apresentou os avanços do programa “Artes para la Paz”, que atende quase um milhão de crianças no país.
Entre as experiências apresentadas no congresso, a bordadora mexicana Maya Celmi Domínguez Chan falou sobre o processo de certificação de mestras bordadoras em Yucatán, enquanto o reitor colombiano Carlos Arturo Salas Guerrero abordou ações de integração entre escola e comunidade em Cartagena.
