“Favela Amarela” conquista prêmios em festivais de diferentes países e ultrapassa 2 milhões de visualizações nas redes sociais
Da Redação
O curta-metragem “Favela Amarela”, produzido com apoio da Lei Paulo Gustavo, vem ganhando projeção internacional ao unir elementos do horror cósmico à realidade das periferias brasileiras. A produção já conquistou prêmios em festivais na França, Estados Unidos, Índia e Espanha, além de alcançar mais de 2 milhões de visualizações com o trailer divulgado nas redes sociais e plataformas digitais.
Ambientado em uma comunidade carioca, o filme acompanha a trajetória de um jovem dividido entre os estudos, o trabalho e a influência do crime. A proposta utiliza o terror e a fantasia como linguagem para discutir desigualdade social, racismo estrutural e violência histórica no Brasil.
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O diretor e roteirista Nícolas Lobato explica que o projeto surgiu da intenção de abordar temas sociais por meio de uma estética pouco explorada no audiovisual brasileiro. Segundo ele, o horror funciona como ferramenta para provocar reflexão no público, indo além do entretenimento.
Totalmente gravado na comunidade Tavares Bastos, no Rio de Janeiro, o curta aposta em uma narrativa periférica sem recorrer aos temas mais comuns associados às favelas, como tráfico ou milícia. A proposta, segundo a equipe, busca ampliar o alcance simbólico da história e apresentar novas perspectivas sobre os territórios urbanos brasileiros. Nas plataformas digitais, o trailer teve forte repercussão. Foram mais de 2 milhões de visualizações no X, além de milhares de acessos no Instagram e no YouTube. Para o diretor, as redes sociais se tornaram ferramentas estratégicas para o cinema independente, permitindo maior autonomia na divulgação e redução de custos de marketing.
Além do alcance online, “Favela Amarela” acumula premiações em mostras internacionais. O filme recebeu os troféus de melhor som e melhor curta de terror no Hallucinéa Film Festival, na França, além de vencer como curta internacional em festivais nos Estados Unidos e na Índia. Também foi premiado como melhor filme de horror em um festival na Espanha.
O projeto integra um universo transmidiático que inclui ainda uma HQ e um longa-metragem em desenvolvimento, expandindo a narrativa apresentada no curta. A produção foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, com investimento de R$ 120 mil.
