Festival de Cinema de Cuiabá recebeu 598 filmes de todo o país para a edição de 2026, que terá como tema migração, mobilidade humana e mudanças climáticas.
Da Redação
Entre os dias 29 de junho e 5 de julho ocorre o 23º Festival de Cinema de Cuiabá (Cinemato), no teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento registrou recorde de inscrições para a edição de 2026 ao receber 598 filmes de todo o país, entre curtas e longas-metragens. Nesta edição, ele terá como homenageado o cineasta, dramaturgo e diretor Amauri Tangará.
As produções inscritas vieram de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, consolidando o Cinemato como um dos principais festivais de difusão, formação e valorização do cinema nacional. São Paulo lidera o número de filmes enviados, seguido por Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Pernambuco.
O número supera a edição anterior, que recebeu 458 inscrições, reforçando o crescimento do festival e sua relevância no cenário audiovisual brasileiro contemporâneo.
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A edição de 2026 presta homenagem ao cineasta Amauri Tangará, artista nascido em Paranavaí (PR) e radicado em Chapada dos Guimarães (MT), reconhecido pela atuação no cinema, teatro e formação audiovisual. Com mais de cinco décadas dedicadas à cultura, Tangará construiu trajetória marcada por obras ligadas às identidades populares e aos territórios do chamado Brasil profundo.
No cinema, dirigiu e roteirizou produções como “A Oitava Cor do Arco-Íris”, “Ao Sul de Setembro”, “Nenhures” e “Um Rosto em Praga”, além de co-dirigir filmes como “Mata Grossa”, “NÓS – A Metade de Tudo” e “De Amor e Liberdade”. Também esteve à frente da série “O Pantanal e Outros Bichos”, exibida em plataformas como Amazon Prime, Pluto TV, TV Cultura e TV Brasil.
Com o tema “Migração, mobilidade humana e mudanças climáticas”, o Cinemato 2026 propõe reflexões sobre deslocamentos humanos, pertencimento, diversidade cultural e impactos ambientais. A proposta é utilizar o cinema como ferramenta de debate sobre temas contemporâneos ligados aos refugiados climáticos, às fronteiras, aos direitos humanos e às identidades culturais.
A programação desta edição contará com Mostra Competitiva formada por 15 curtas e sete longas-metragens, entre produções nacionais e mato-grossenses. Os vencedores receberão o tradicional Troféu Coxiponé, concedido pelo Júri Oficial e Júri Popular. O evento ainda prevê oficinas de direção, assistência de direção, montagem e elenco, além do seminário “Migração, Mobilidade Urbana e Mudanças Climáticas”, rodas de conversa com realizadores, sessões especiais e ações formativas voltadas ao fortalecimento do audiovisual brasileiro.
