“O Motociclista no Globo da Morte” leva monólogo sobre violência ao Cine Teatro Cuiabá

Espetáculo protagonizado por Eduardo Moscovis aborda a banalização da violência e a fronteira entre civilidade e barbárie

Da Redação

O espetáculo “O Motociclista no Globo da Morte” chega ao palco do Cine Teatro Cuiabá na próxima sexta-feira (2 de outubro), com duas sessões, às 20h e às 22h. Protagonizado pelo ator Eduardo Moscovis, o monólogo aborda a banalização da violência e a forma como o sofrimento humano é consumido e compartilhado na era digital.

Com texto de Leonardo Netto e direção de Rodrigo Portella, a montagem acompanha um homem de rotina aparentemente comum e pacífica que se vê diante de uma situação extrema. A partir desse acontecimento, o espetáculo questiona os limites entre vítima e agressor e propõe uma reflexão sobre a transformação de um cidadão comum diante da violência.

Acesse o grupo do WhatsApp do Mutirum e fique por dentro das notícias culturais!   

A montagem rendeu a Moscovis o Prêmio Shell de Melhor Ator, além de indicações às premiações APTR e APCA nas categorias de atuação e dramaturgia.

Da violência nas redes ao palco

A inspiração para o espetáculo surgiu depois que o dramaturgo Leonardo Netto assistiu a um vídeo de violência extrema compartilhado nas redes sociais. O impacto causado pela circulação desse tipo de conteúdo levou à construção de uma narrativa sobre a exposição constante à barbárie e a maneira como ela pode ser naturalizada no cotidiano.

O título da peça faz referência à metáfora do “globo da morte”, atração em que motociclistas circulam em alta velocidade dentro de uma estrutura esférica. Na montagem, a imagem representa a sensação permanente de tentar evitar o colapso diante de situações cada vez mais extremas.

Encenação minimalista

A montagem aposta em uma estrutura minimalista para aproximar o personagem do público e concentrar a atenção na narrativa.

Sem grandes elementos cenográficos, o espetáculo utiliza iluminação pontual, figurino cotidiano e desenho de som para construir os ambientes e acompanhar as transformações psicológicas do personagem.

A proposta também permite que o próprio espectador complete, por meio da imaginação, parte da cenografia e dos acontecimentos apresentados no palco.

Ao colocar o público diante da trajetória de um homem comum envolvido em uma situação limite, a peça também dialoga com questões contemporâneas relacionadas à polarização social, à banalização dos conflitos e à espetacularização do sofrimento.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Precisa de ajuda?