Qualificação de agentes culturais do Norte do Brasil traça caminho para descentralização de recursos

Em parceria com Sesi, Ministério da Cultura promove treinamento gratuito no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

Mais um passo foi dado para concretizar a descentralização de recursos para a cultura no Norte do país. Capacitar gestores culturais para desenvolver ações no âmbito da Lei Rouanet é o objetivo da parceria firmada entre o Ministério da Cultura (MinC) e o Serviço Social da Indústria (SESI), nesta segunda (16). O protocolo de intenções foi assinado pelo secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural (Sefic) do MinC, Henilton Menezes, e pelo diretor do Sesi, Rafael Lucchesi.

“Historicamente, a região Norte foi a que menos recebeu recursos via Lei Rouanet. O que nós estamos fazendo é induzir empresas, nesse caso, as estatais, para que elas levem recursos culturais para o Norte, para que agentes culturais locais também tenham acesso”, destacou Henilton Menezes.

A partir de novembro, o MinC divulgará um calendário de cursos gratuitos para os gestores culturais do Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). Dessa forma, eles estarão aptos a elaborar projetos do Programa Rouanet Norte. “Teremos capacitações nos sete estados da região. Essa formação oferece preparo para realização de ações culturais com recursos federais”, esclarece o secretário da Sefic.

A parceria para capacitação de agentes foi formalizada durante o 3º Encontro Nacional de Cultura, realizado pelo Sesi. Rafael Lucchesi aproveitou a oportunidade para destacar a evolução da indústria brasileira e como a mercado e a cultura são importantes vetores econômicos num país de proporções continental como o nosso. “As indústrias criativas têm muita relevância e potencial de crescimento”, completou. 

No início de setembro, MinC firmou termo de cooperação para promover o Programa Rouanet Norte. Por meio dele, R$ 24 milhões serão investidos para ações culturais na região, realizadas por agentes da região. O investimento será de R$ 6 milhões por cada uma das estatais: Correios, Banco da Amazônia, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF).

Fonte: MinC

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