100% das classes A/B fizeram atividades culturais em 2023. Nas classes D/E, índice cai para 88%, mostra pesquisa Datafolha/Fundação Itaú

Sudeste é a região com maior aderência à retomada. Sul tem o menor índice. 82% fizeram atividades presenciais. Fatores econômicos afastam      19% dos indivíduos das atividades.

Da Assessoria

O levantamento realizado pelo Datafolha, em conjunto com a Fundação Itaú, mostrou que 100% dos indivíduos das classes A/B entrevistados declararam ter realizado alguma atividade cultural nos últimos 12 meses, patamar semelhante ao da classe C (98%). Nas classes D/E, o índice cai para 88%.

A realização de atividades culturais foi maior entre os indivíduos conforme mais escolaridade. O índice entre os que têm ensino superior foi de 100%. Entre os que contam apenas com o ensino fundamental, a taxa cai para 89%. Entre os que cursaram o ensino médio o indicador foi de 99%. 

O Sudeste é a região com maior índice de pessoas que declararam ter realizado alguma atividade cultural em 2023 (99%), seguida por Nordeste (96%), Norte (95%), Centro-Oeste (94%) e Sul (91%). Na região metropolitana de São Paulo, o índice foi 99%, no Rio, 98%.      No interior do país o índice ficou na marca de 96%, similar à média para as regiões metropolitanas em geral, mapeadas pela pesquisa.     

Atividades presenciais  

Segundo a pesquisa, 82% dos indivíduos declararam que fizeram alguma atividade presencial de cultura em 2023. Nas classes A/B, o índice foi de 93%, contra 84% na classe C e 70% nas D/E. O índice de aderência foi semelhante entre brancos (85%) e negros (83%). Não se observou também variação relevante por gênero, com 84% das mulheres e 80% dos homens tendo realizado atividades presenciais de cultura no período.

Entre os que responderam ter realizado atividades culturais presenciais em 2023, quando perguntados sobre a frequência, 29% dos entrevistados declararam ter realizado alguma atividade ao menos uma vez  por semana, 12% fizeram uma vez a cada 15 dias e 24% uma vez por mês. Somando os três blocos, 64% dos entrevistados realizam ao menos uma atividade de cultura por mês.

De acordo com os dados, 3% dizem que tiveram acesso a uma atividade cultural somente a cada dois ou três meses, 11% a cada seis meses, 8% uma vez por ano e 8% declararam que realizaram alguma atividade cultural menos de 1 vez por ano.

Fatores de motivação

Convivência e interação com outras pessoas são apontados como os principais motivadores para realizar atividades culturais presenciais, de acordo com 28% da amostra. Espairecer, distração, diversão e lazer são apontados por 23% dos respondentes. Adquirir conhecimento (20%), conhecer novos lugares (12%), estar com a família e os filhos (12%) e novas experiências (11%) também figuram como fatores de estímulo.

Entre os fatores que inibem a realização de atividades culturais presenciais estão a insegurança e a violência (20% na amostra geral; 32% na região metropolitana do RJ) e a distância de eventos e equipamentos culturais (15%). Cansaço também figura como fator de desestímulo para 9% da amostra, mesmo índice verificado para superlotação. 

Questões financeiras foram apontadas como empecilho por 19% dos respondentes:      valor dos ingressos (12%), gastos com deslocamentos (7%) e falta de dinheiro (4%).      

     Locais

As praças são os locais onde as pessoas mais realizam atividades culturais no Brasil, de acordo com 71% dos entrevistados. Na sequência surgem parques (63%), shoppings (55%), cinemas (42%), escola (41%), clubes (34%), teatros (24%), bibliotecas (20%) e museus (19%). Em São Paulo, 33     % dos entrevistados apontaram os CEUs como locais de realização de atividades culturais. Igrejas e casas religiosas foram apontadas por 4% dos respondentes.

Gráficos de referência

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