Espetáculo circense “Medéia – As Bárbaras” chega à Galpoa com releitura contemporânea do mito grego

Solo criado e interpretado por Cyntia Carla será apresentado nos dias 5 e 6 de junho, na Vila Planalto, unindo teatro, circo e performance para refletir sobre feminilidade, pertencimento e resistência.

Da Redação

A Galpoa – Centro de Pesquisa e Difusão das Artes Circenses recebe, nos dias 5 e 6 de junho, às 20h, o espetáculo “Medéia – As Bárbaras”, criação solo da artista Cyntia Carla. A montagem propõe uma releitura contemporânea de uma das personagens mais marcantes da mitologia grega, combinando elementos do teatro, do circo e da performance para discutir questões ligadas à identidade feminina, deslocamento e resistência. Os ingressos custam R$ 15 e estão disponíveis pela plataforma Sympla.

Inspirado no mito de Medéia, o espetáculo estabelece conexões entre a figura clássica e as vivências de mulheres brasileiras e diaspóricas. Em cena, Cyntia Carla utiliza diferentes linguagens artísticas para construir uma experiência visual e sensorial que revisita narrativas historicamente contadas sob perspectivas masculinas.

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Segundo a artista, a obra reúne diversas fases de sua trajetória criativa. “O público pode esperar uma grande mistura de linguagens, com circo, teatro e performance. É um espetáculo muito múltiplo e com diferentes caminhos. Existe um foco muito grande na visualidade, mas, ao mesmo tempo, é um espetáculo extremamente cru”, afirma.

A relação de Cyntia com a personagem acompanha sua trajetória há anos. Medéia esteve presente em pesquisas acadêmicas, performances e processos artísticos desenvolvidos ao longo de sua formação, até ganhar agora uma montagem própria. A proposta amplia o debate para além do mito original, aproximando a personagem de realidades contemporâneas e de experiências diversas de mulheres.

A montagem também dialoga com as pesquisas da artista sobre a presença feminina no universo circense. Ao questionar padrões tradicionalmente associados à feminilidade, a obra explora novas possibilidades de expressão no circo aéreo e provoca reflexões sobre corpo, gênero e representação.

Em “Medéia – As Bárbaras”, a protagonista deixa de ocupar apenas o lugar da tragédia clássica para se transformar em símbolo de mulheres que enfrentam apagamentos históricos, atravessam deslocamentos e desafiam estruturas de poder. O resultado é um espetáculo marcado pela força imagética, pela experimentação artística e pela potência da presença cênica.

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