Espetáculo de ventriloquia “Samarina” estreia no DF com apresentações em escolas e espaços culturais

Montagem protagonizada por uma boneca ventríloqua percorre Paranoá, Itapoã e Brasília entre junho e julho, valorizando tradições populares, narrativas femininas e saberes da cultura oral brasileira

Da Redação

A atriz e bonequeira Fabíola Resende estreia, entre os meses de junho e julho, o espetáculo Samarina, produção que une ventriloquia, teatro de bonecos e referências aos saberes populares brasileiros. A circulação de lançamento terá apresentações em escolas, centros culturais e espaços comunitários do Distrito Federal, com sessões acessíveis em Libras e audiodescrição.

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As primeiras apresentações acontecem nos dias 24 e 25 de junho, no Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá (CEDEP), atendendo participantes do projeto Voz da Experiência e estudantes do Centro de Ensino Fundamental 02. No dia 26, a montagem será apresentada na Casa de Cultura Martinha do Coco, também no Paranoá. A programação segue em julho, com sessões no CEF Zilda Arns, no Itapoã, e uma apresentação aberta ao público no Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília.

O espetáculo tem como protagonista a boneca Samarina, uma mezinheira que percorre caminhos oferecendo ervas, banhos, garrafadas, perfumes e histórias. A personagem busca aliviar as dores das pessoas enquanto lida com sua própria saudade, conduzindo a plateia por narrativas que abordam afeto, memória e transformação.

A criação é resultado de uma pesquisa sobre a ventriloquia no teatro popular de bonecos brasileiro. Tradicionalmente associada ao Mamulengo, reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil, a técnica consiste em dar voz aos bonecos por meio de recursos fonéticos que criam a ilusão de autonomia dos personagens em cena.

Além de dialogar com essa tradição, a montagem destaca o protagonismo feminino nas artes populares. A dramaturgia foi desenvolvida por Fabíola Resende, Luciana Meireles e Odília Nunes, inspirada em mulheres bonequeiras, contadoras de histórias e guardiãs de conhecimentos tradicionais, como erveiras e curandeiras do interior do país.

Programação

  • 24 de junho, às 14h – CEDEP Paranoá (Projeto Voz da Experiência) – com Libras
  • 25 de junho, às 19h – CEDEP Paranoá (estudantes do CEF 02) – com Libras
  • 26 de junho, às 19h30 – Casa de Cultura Martinha do Coco – com Libras
  • 29 de julho, às 19h30 – CEF Zilda Arns, Itapoã
  • 31 de julho, às 19h30 – Espaço Cultural Renato Russo – sessão aberta ao público, com Libras e audiodescrição.

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