“Mansos”, dirigido por Juliana Segóvia, é a única produção mato-grossense selecionada e será exibido gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play
Da Redação
O curta-metragem mato-grossense “Mansos”, dirigido por Juliana Segóvia, foi selecionado para a 19ª edição do Festival Visões Periféricas, que começou nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro. Única produção de Mato Grosso entre os 69 filmes escolhidos, a obra integra a programação que celebra os 20 anos do evento, referência na difusão do cinema produzido fora dos grandes centros urbanos.
Com 20 minutos de duração, o filme foi gravado em Cuiabá, Várzea Grande e na região do distrito de Água Fria, em Chapada dos Guimarães. A ficção aborda temas como luta, ancestralidade e resistência de mulheres negras ao acompanhar a trajetória de Tereza, agricultora familiar e liderança comunitária assassinada diante das filhas, e de Benedita, que assume a luta da mãe em busca de justiça.
Acesse o grupo do WhatsApp do Mutirum e fique por dentro das notícias culturais!
O curta integra a Mostra Itaú Cultural Play e poderá ser assistido gratuitamente entre os dias 23 de julho e 6 de agosto na plataforma de streaming. A produção é assinada pelo Aquilombamento Audiovisual Quariterê, coletivo criado em Mato Grosso em 2017 para fortalecer a presença de realizadores negros e indígenas no audiovisual e incentivar narrativas que rompam com representações estereotipadas.
Neste ano, o Festival Visões Periféricas recebeu 856 inscrições, um crescimento de 70% em relação à edição anterior. Ao todo, foram selecionados filmes de 18 estados brasileiros, distribuídos em sete mostras, entre competitivas e não competitivas. A curadoria destaca a predominância de produções que abordam memória, identidades de gênero, culturas de terreiro, questões ambientais e relações de trabalho.
Além das exibições presenciais no Rio de Janeiro, parte da programação está disponível gratuitamente pela internet. Entre os destaques da edição estão a homenagem ao projeto Vídeo nas Aldeias, a exibição do filme de abertura “Arquivo Vivo”, de Vincent Carelli e Ana Carvalho, e a realização do Visões Lab, laboratório de desenvolvimento de projetos audiovisuais.
