Montagem será apresentada de 30 de outubro a 1º de novembro, no Cine Teatro Cuiabá, e terá sessão acessível ao público surdo em 10 de novembro.
Da Redação
O que aconteceria com as histórias se a humanidade deixasse de existir? Essa é a pergunta que conduz “O Buraco”, novo espetáculo do TheatroFúria, que estreia nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, na sala Anderson Flores, no Cine Teatro Cuiabá. A montagem reúne personagens clássicos da literatura em uma aventura que mistura humor, fantasia e reflexões sobre leitura e memória cultural.
A peça marca a estreia da Caixa Mágica 2.0, nova versão da linguagem cênica autoral desenvolvida pelo grupo. A técnica, chamada de “marionetas humanas”, utiliza movimentos corporais sincronizados dos atores para construir personagens e cenas.
Segundo a produtora e coordenadora geral, Carolina Argenta, o processo de criação exigiu preparação específica tanto na dramaturgia quanto na atuação.
“A criação e desenvolvimento deste espetáculo foi um processo longo de muita dedicação, desde a dramaturgia até a atuação do corpo de atores. Este trabalho exige habilidades específicas que tivemos que aprender para trabalharmos com a linguagem cênica das marionetas humanas”, explica.
Para Carolina, a montagem também representa uma nova etapa na trajetória artística do grupo. “É muito estimulante ver o que construímos até agora e estamos ansiosos para mostrar para o público! É uma linguagem cênica original do TheatroFúria e isso cria uma conexão ainda mais forte com o público da nossa cidade”, afirma.
Personagens literários em um mundo sem histórias
Com dramaturgia e direção de Péricles Anarckos, “O Buraco” se passa em um mundo no qual a humanidade desapareceu e não existem mais escritores, leitores ou novas histórias.
Em uma biblioteca em ruínas, uma traça continua roendo as páginas do último livro existente. Nesse cenário, personagens como Alice, o Pequeno Príncipe, Dom Quixote, o Coelho Apressado e o Capitão Barba Ruiva se encontram em um lugar misterioso chamado O Buraco.
Sem entender por que foram reunidos, eles partem em busca de respostas, tesouros e possíveis saídas. A aventura ganha um novo sentido diante da ameaça de desaparecimento da última história humana: quando a traça terminar de consumir o livro, também ficará sem alimento.
