Espaço no Complexo Biocultural do Porto mantém cerca de 1,4 mil animais e apresenta espécies como piraputanga, pacu, cachara e pirarucu
Da Redação
Quem quiser conhecer de perto parte da diversidade de peixes encontrada nos rios de Mato Grosso pode visitar o Aquário Municipal de Cuiabá, no Complexo Biocultural do Porto. O espaço reúne cerca de 1,4 mil peixes de 21 espécies, distribuídos em 22 tanques, com exemplares relacionados aos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal.
O aquário funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 18h, na Avenida Manoel José de Arruda, nº 1.899, no bairro Porto. A visita é uma oportunidade para conhecer espécies que fazem parte dos ecossistemas aquáticos do Estado e entender um pouco mais sobre a diversidade dos rios mato-grossenses.
Entre os animais que podem ser observados estão a piraputanga, o pacu, a cachara e o pirarucu. Também fazem parte da diversidade de peixes encontrada em Mato Grosso espécies como dourado, jaú, pintado, matrinchã, caparari e tucunaré, presentes nas diferentes bacias hidrográficas do Estado.

Foto: Reprodução.
Além dos tanques do aquário, a visita pode ser combinada com outras atrações do Complexo Biocultural do Porto, que reúne o Museu de Arte Sacra, o Centro de Atendimento ao Turista e um playground infantil.
O espaço infantil funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 19h, permitindo que a visita ao aquário seja integrada a outras atividades de lazer para as famílias.
Peixes do Pantanal
O Pantanal é especialmente conhecido pela diversidade de sua fauna aquática. O ciclo anual de cheias e secas cria diferentes ambientes para alimentação e reprodução dos peixes e contribui para a grande diversidade encontrada na região. Levantamentos apontam mais de 260 espécies de peixes no Pantanal, entre elas pacu, dourado, tuvira, pintado, cachara e cascudo.
O pacu, por exemplo, é um dos peixes característicos da região pantaneira. A espécie possui corpo alto e comprimido e tem alimentação diversificada, incluindo frutos e sementes que chegam aos ambientes aquáticos. Já a piraputanga é conhecida pelo corpo prateado e pelas nadadeiras avermelhadas e também está entre as espécies associadas aos rios da região.
O pintado e a cachara, por sua vez, são peixes de grande porte pertencentes ao grupo dos bagres. São encontrados em ambientes de água doce e possuem importância tanto ecológica quanto para a pesca. O dourado, conhecido pela coloração dourada e pelo comportamento predador, também é uma das espécies emblemáticas dos rios pantaneiros.

Mato Grosso abriga três grandes biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal) e uma ampla rede de rios e bacias hidrográficas. A distribuição dos peixes acompanha essa diversidade de ambientes, com espécies adaptadas a diferentes condições de água, vegetação e disponibilidade de alimento.
Na região amazônica de Mato Grosso, que inclui importantes rios como Teles Pires e Juruena, também são encontradas espécies de grande porte e relevância para a fauna regional. O pirarucu, por exemplo, ocorre na Bacia Amazônica e pode atingir cerca de três metros de comprimento, sendo considerado o maior peixe de água doce do mundo. No aquário cuiabano, há três exemplares, atualmente com aproximadamente 1,5 metro.

Foto: Reprodução.
O Cerrado, por sua vez, possui uma extensa rede de nascentes e cursos d’água que contribuem para diferentes bacias hidrográficas. Em Mato Grosso, essa rede se conecta a sistemas que alimentam tanto o Pantanal quanto a região amazônica, favorecendo a existência de diferentes comunidades de peixes.
Além da importância ecológica, os peixes têm papel econômico e cultural em Mato Grosso. A pesca está relacionada ao modo de vida de comunidades ribeirinhas e à atividade turística, especialmente no Pantanal. A diversidade de espécies também torna os rios importantes para a conservação da biodiversidade e para pesquisas científicas.
